quinta-feira, 21 de julho de 2005

nota de falecimento

 
Continuo absorto em meus textos, e todas as noites me perco em meu mundo silencioso de versos e escritos, num emaranhado de papéis, onde meus versos estão rabiscados. Esta noite, porém, fugiu-me todos os pensamentos, pela morte de um dos periquitos que meu afilhado Junior me presenteara antes de ir para Campo Grande. Assim que abri a porta do meu apartamento, me deparei com um momento insólito, estranho e triste. O pequenino periquito amarelo estava caído dentro da gaiola, o corpo inerte, imóvel, sem vida. Caramba, fiquei meio sem ação, confesso. Agora fico pensando no outro periquito, que ficará solitário, sem ter com quem compartilhar o espaço. Estou apreensivo pelo seu futuro, que poderia ser muito melhor do que morrer de solidão. Até estou pensando em adquirir um outro periquito, mas fico pensando se ele se adaptaria ao novo amigo, ou se seria arredio ao novo companheiro. Na verdade, tudo isso aqui está soando como uma nota de falecimento, o que me entristece mais ainda.
Prefiro o silêncio diante do momento...
 
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