sábado, 19 de dezembro de 2009

O desaparecimento do Azul e Preto

 

Quase 1 mês sem lançar meus pensamento e considerações por aqui. Essas últimas 4 semanas foram bastante movimentadas para mim, em se tratando de trabalho profissional. Finalizei a edição de dezembro da Revista Folha da Praia, que teve incríveis 80 páginas, com capa promovendo o Reveillon do Batuba Beach. Outra revista que finalizei e entreguei ao cliente foi a Shopping News 2010, que deve sair somente no início do ano que vem. Essa realmente eu devo dizer que fiquei muito feliz em terminar, afinal, foi um desafio ter que fazê-la, pelo fato do cliente ser incrivelmente chato e estressado. Uma surpresa para mim foi ter sido procurado para finalizar a Revista Informa Fácil, de Itacaré. O cliente havia me procurado há 1 mês atrás, e depois de acertar valores e decidir como seria feito o serviço, ele voltou atrás e decidiu fazer ele mesmo a edição. Entretanto, semana passada ele me procurou novamente, um tanto quanto desesperado para que eu finalizasse o quanto antes a revista dele, pois ele havia fechado com diversos anunciantes para a edição de Natal, e estava ficando com prazo curtíssimo para lançar a edição de dezembro. Depois de feito, ele elogiou meu serviço e disse que continuaria a trabalhar comigo. Mais um cliente satisfeito.
Profissionalmente, tudo caminha perfeitamente bem. Serviços aparecendo, elogios dos clientes e sendo bem indicado na área para realizer os trabalhos. A tendência é melhorar, sem continuar nesse ritmo. Entretanto, meus projetos mais importantes e primordiais estão ficando de stand by, o que me incomoda e muito. Continuo escrevendo, e tenho livros para lançar. Procuro apoios, ajuda na assessoria para divulgar minhas obras, mas parece que nada quer acontecer, nada contribui para que meus projetos sigam adiante e rendam resultados positivos. Pessoas surgem com boas intenções e atitudes solícitas. Mas como dizem, de boas intenções o inferno está infestado. E tenho minhas desconfianças silenciosas, o que me deixa com a impressão de que as pessoas falam apenas para deixar transparecer a imagem de prestativas e solidárias. Ou seja, discursos lindos mas atitudes vazias. Minha agonia real reside justamente no fato de não realizar meus melhores projetos, minhas mais fabulosas idéias. Meu medo maior, que consome boa parte de meus pensamentos mais intensos. Luto constantemente para mudar isso. Não quero ver meus projetos mofarem, sucumbindo ao tempo e a inércia daqueles que poderiam me ajudar realmente a torná-los reais. Sinto que travo uma batalha solitária e desigual, onde prefiro superar a tudo e a todos, inclusive a mim mesmo, para que tudo aquilo em que acredito possa se transformar definitivamente nas minhas mais gratificantes realizações. A minha Resistência é formada apenas por mim mesmo e pela força constante em derrubar todos os obstáculos que surgirem na minha frente.
Diante de tudo isso, estou guardando em meu peito certezas luminosas e incríveis, essas certezas que me fazem rir sozinho, sorrir enquanto caminho pela rua, ou que me conforta quando vou me deitar. Certezas sobre amizades e companheirismos, irmandades e sentimentos. Minha grande riqueza que busco ao máximo cultivar da melhor maneira possível, da forma mais positiva que eu puder conseguir, sendo sincero, sendo verdadeiro, sem medo de dizer o quanto gostamos das amizades, dos afilhados e dos irmãos que ganhamos pela nossa vida.
Queria finalizar meu texto com versos poéticos, como sempre costumo fazer, e somente agora é que me dei conta de que creio ter perdido um poema que eu tinha começado a escrever recentemente, se não me engano, na semana passada ou retrasada. Lembro que seu título era Azul e Preto. Ficarei devendo a poesia, pois se eu a perdi, terei que encontrar novamente a inspiração para trazê-la de volta. Agora, se me dão licença, vou ouvir o novo trabalho da banda Muse, o álbum "The Resistance" [não há melhor título para boa parte desse texto que escrevi]. Vestígios de mim poderão se encontrados no meu twitter.
 
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