quarta-feira, 6 de julho de 2005

Descobrindo os Perpétuos

 

A sensação que tenho, quando escrevo, é de que sou plenamente influenciado tanto pelos meus sentimentos e emoções mais profundos e fortes, quanto pela infinita gama de informações pops presente em nosso cotidiano. Trechos de músicas, filmes, melodias de canções [como a que estou ouvindo agora, Electrical Storm, do U2], livros, histórias em diversas formas de arte, como a HQ, por exemplo. Um poema que escrevi numa madrugada dessas aí, por exemplo, influenciando por um livro de contos que li recentemente baseado nos quadrinhos de Sandman, uma criação fascinante do escritor inglês Neil Gaiman. A contextualização onírica de suas histórias me fascina, e tem tudo a ver com alguns de meus sentimentos, e tenho mais especial fascinação com os Perpétuos, os irmãos de Sandman: Destino [Destiny], Morte ou Desencarnação [Death], Sonho ou Devaneio [Dream], Destruição [Destruction], Desejo [Desire], Desespero [Despair] e Delirium [Delirium]. Quem curte a história, poderá entender melhor. Para quem não conhece, fica o desafio de decifrar meus versos e entendê-los um pouco.


Descoberta

O que vejo é o meu Desejo
Perto respira e espera o Desespero
Flores balançam em Delírios
Desse lado a sombra do Desolado
Dissimulado o Destino solta sorrisos
Diante do Sol que despenca
Despreendido como um sonho
Dreams in my hands
Desires in my mind
Destiny in my eyes
Sem o calor do Sol, sento na janela
e sinto o ardor na dor doce
da candura mansa que desfila em teus olhos.
 
© 2013 Contaminação de Ideias. Todos os direitos reservados do autor. É proibida a cópia ou reprodução sem os direitos autoriais do autor Ulisses Goés. Powered By Blogger. Design by Main