segunda-feira, 8 de junho de 2009

Contaminado pelas crônicas e pelos mushis

 

Sempre que ando pelas ruas e encontro alguém conhecido, escuto aquela frase óbvia e irritante: "Sumiu por que?" E eu sempre tenho vontade de soltar respostas violentas e penetrantes, mas me contenho. Apenas retruco: "Eu sumi? Não sumi, apenas você que não me encontra onde estou". E fico sempre pensando porque raios as pessoas sempre soltam aquelas frases óbvias, aquelas perguntas repetitivas e com questionamentos sem qualquer profundidade de desafios a serem desvendados. E você, que está lendo estas minhas linhas neste meu blog irá questionar o motivo pelo qual estou filosofando acerca dessas situações enfadonhas do cotidiano. É simples a resposta. Não tenho deixado muitas palavras nesse meu blog ultimamente, e isso significa que ando sumido daqui há algumas semanas. E se perguntarem por onde andei, digo apenas que estava ocupado me contaminando com mais algumas idéias que tive. Uma delas é um novo livro que estou escrevendo, baseado em um jogo online que curto muito, o Cabal Online. Antes da história toda rodar em minha mente, o livro já tinha título: As Crônicas de Nevareth. Uma história ambientada em um outro universo místico, misterioso, fabuloso, fantástico, maravilhoso, mesclando elementos de RPG, anime, desenho animado, ação, e referências à nossa própria cultura ontemporânea atualizada por violências, guerras, batalhas diárias que sempre travamos não apenas com o mundo ao nosso redor, mas com a gente mesmo. Guerras internas, entre nossos lados diversos, antagônicos. Quem quiser ler os primeiros capítulos do livro, acesse o blog As Crônicas de Nevareth que criei especialmente para as Crônicas.
Eu mesmo diariamente tenho que enfrentar meus demônios interiores e dominá-los da melhor maneira que puder, enganá-los, ludibriar suas vontades e desejos, bater de frente e olhar em seus olhos vermelhos acesos e não fugir diante das ameaças. Diariamente fazemos isso, ao nos depararmos com escolhas, encruzilhadas, cruzamentos, decisões difíceis, onde nos colocamos à prova, colocamos na berlinda nosso caráter, nossa honra, nosso nome, nos expondo através de palavras, opiniões, frases, olhares e sorrisos.
Meus demônios, eu os mantenho sob total controle, observando à uma distância segura, e mesmo que eles fujam, eu tenho total certeza de que sou forte o suficiente para trazê-los de volta antes que ocorra o pior. Isso é o que eu chamo de estar bem consigo mesmo, tendo tudo sob controle, pelo menos no que diz respeito a você mesmo. Porque sabemos que ameaças externas são perigos constantes que enfrentamos e que não podemos controlar. Os passageiros do voo 447 do avião da Air-France que caiu no Atlântico não tinham como saber do trágico destino que os aguardavam. Logo, antes de sair em batalha com o mundo lá fora, o melhor que se pode fazer primeiro é enfrentar seus perigos interiores, seus demônio mais pavorosos escondidos no fundo de sua alma. Acredito que, no meu caso, eu sei como enfrento meus demônios. Eu os prendo todos em meus escritos, meus versos, minhas histórias, selando os destinos deles para sempre.
E como havia dito, andava ocupado me contaminando com idéias, imagens, textos, livros, animes. E finalizo com uma ótima dica de anime para ser visto com atenção: Mushishi, um anime leve, fabuloso, místico, sobrenatural. São apenas 26 episódios, mas com histórias incríveis, fantásticas e envolventes. Passei 1 semana sendo contaminado por este anime. Um dos motivos de minha ausência aqui em meu blog. A seguir, o vídeo de abertura do anime, com a música tema "The Sore Feet Song".

 
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