quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tudo o que temos agora é o que nós fizemos com o que tínhamos antes. A vida segue essa premissa simples, um raciocínio lógico, uma conclusão afirmativa, uma verdade absoluta e inabalável. Assim como o caminho que hoje percorremos é resultado dos passos traçados anteriormente por nós mesmos. E no decorrer de nossas vidas, vamos nos tornando um depósito de distorções, erros, cicatrizes e equívocos com os quais aprendemos a conviver e a aceitar como parte de nossas experiências. É quando você aceita suas imperfeições e entende que você é o maior responsável por tudo o que você é hoje. Nesse exato momento, você começa a entender um pouco mais o mundo que você constrói, e procura evitar erros anteriores, busca o entendimento com as pessoas a quem você tem um laço sólido de amizade e carinho, dialoga com mais tolerância e sem julgamentos precoces.
Tudo o que nós sempre quisemos ser está flutuando ao redor de nossos pensamentos. E são nossos pensamentos que transformam o mundo ao nosso redor. Nossos pensamentos transformados em palavras, em ações, atitudes, situações organizadas pelas nossas ideias. O ser humano medíocre é aquele que acumula ideias, frases, textos e nada faz com tudo isso guardado dentro dele. Ele se limita naquilo que ele próprio se tornou, se incapacitando e sabotando seu próprio desenvolvimento, condicionado pela sua apatia, seu comodismo, suas escolhas próprias que o impossibilitam de enxergar além de sua realidade microscópica.
Suas escolhas definem o que você é hoje. Seus erros lapidam o que você será amanhã. E é preciso sempre acordar todos os dias acreditando que é possível realizar as metas definidas para sua vida. Há muito tempo atrás, eu era um Caos errante e desgovernado. Só que eu aprendi a controlar essa natureza e me tornei um Observador do Caos, enxergando e identificando as distorções e equívocos que se manifestam diante de mim. Se eu posso alterar, reorganizar, dissolver, realinhar ou redirecionar outros caos, isso dependerá apenas de minha capacidade de absorver eles e dar a eles infinitas novas possibilidades variáveis. Com esforço e humildade, estou trabalhando para me tornar um Transformador do Caos.


domingo, 4 de março de 2012

Os procedimentos buscam seguir um padrão em sua vida. Os mais leigos chamam isso de rotina. Mas você precisa ficar atento, pois haverá um dia, um momento em que esse padrão será quebrado, e você será atingido por uma sensação de que seu mundo sofreu uma profunda transformação e não será mais possível voltar aos procedimentos anteriores, pois tudo estará alterado. Ciclos que se arrebentam, cronogramas que são desativados, agendas incendiadas. Você olha para o mundo ao seu redor, e percebe que ele foi sutilmente alterado, e você não pode fazer nada com relação a isso.
Você sabe que é o seu mundo, e ao mesmo tempo não é mais seu mundo. Ele está igual e diferente. As pessoas estão iguais e diferentes. E você tenta assimilar tudo isso e se adaptar. O café que você toma é o mesmo, mas parece ter um outro gosto. O cigarro que fumam ao seu redor é o mesmo, mas o cheiro e a fumaça são diferentes. E você, logo você que antes se importava tanto, hoje parece aceitar as coisas de uma maneira mais tolerante e diferente. Porque não há nada a ser feito a não ser tentar entender como o Destino age e qual a lógica de seus atos misteriosos nas vidas que se cruzam e se conectam com a sua. Eu reconheço que o Destino é um poeta sinistro escrevendo versos misteriosos enquanto eu tento, inutilmente, decifrar as entrelinhas de sua escrita.
É quando você reconhece as pessoas que um dia você conheceu, e essa frase pode ser entendida aqui como conhecer novamente as mesmas pessoas de uma forma diferente, de um outro ângulo, sob um novo prisma e se surpreender tanto com elas como consigo mesmo e com suas reações. Conhecer de novo as mesmas pessoas é fascinante. E elas estão inseridas nesse novo mundo ao seu redor. Ele parece ser o mesmo mundo de sempre, mas não é. Já se passaram algumas centenas de dias e um novo padrão foi criado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quando a vida promove aquela sacudida momentânea e te faz sentir um pouco do desconforto que é estar vacilando e cambaleando para fora do olho do furacão, então você começa a perceber que está na hora de adrenalizar sua rotina e canibalizar todas as formas de situações que possam, de alguma maneira, roubar a felicidade constante que você sempre busca desenvolver para as pessoas que você ama de coração aberto.
Sabemos que ninguém é perfeito e perfeição é algo que não existe em nosso mundo. Mas não é a perfeição que devemos buscar obstinadamente, mas sim, formas de sermos um pouco melhores a cada dia de nossas vidas. Essa deve ser a nossa verdadeira perseguição interminável até que o último suspiro nos mostre o fim do ciclo.
Recuperar o foco e manter ele insistentemente em nossa frente e não se deixar confundir pelos obstáculos e dificuldades que eventualmente querem nos atrapalhar. Escrever sempre e cada vez mais, até que eu sinta que as palavras fluem em minhas veias no lugar de meu sangue. Ler o máximo que eu puder, e sempre devorar livros, como dizia minha saudosa professora de Matemática, Iara, durante todos os anos que me ensinou a lidar com números, equações e fórmulas. Elaborar pensamentos mais bem estruturados e dinamizar melhor as ideias, teorizar, discutir e debater. Desenvolver estratégias e visualizar com mais concentração o campo de batalha, enquanto jogo xadrez com meu afilhado Thales, agora universitário e Desenvolvedor Iniciante de Campos de Futuro para sua vida. E nunca me esquecer de promover sempre pequenas piadas descontraidas com sua namorada Thays.
Escandalizar a rotina, estrangular o cotidiano e servir suas tripas crocantes com um bom vinho antes do jantar da noite. Beber poesia e ter ressacas líricas. Escrever para a Morte e fazer ela rir sobre os sonhos que seu irmão costuma soprar em meus olhos dormentes. Prender o desespero numa caixa de leite vazia e esperar com sorrisos silenciosos pelos seus gritos claustrofóbicos. Estremecer o desejo em calafrios e arrepios arredios.
Entender, enfim, que não sou perfeito, que esse meu texto não é perfeito, mas que tudo aquilo que escrevo são pedaços de lembranças com sabor de eternidade, algo assim bem supercalifragilisticexpialidoso, como diria a Morte para seu entediado irmão. E que, por causa de uma palavra tão incomum, descobri essa Morte inusitada nesse vídeo com seus erros e tocando Pink Floyd suavemente.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sim, ainda tenho muito a dizer, muito a escrever, e pelo visto o nosso mundo contemporâneo parece condensar nosso tempo o máximo que pode, minimizando, encapsulando e comprimindo todos os nossos objetivos, metas, desejos e anseios em espaços temporais cada vez mais reduzidos. Talvez seja por isso que as pessoas façam tudo de maneira apressada ou exagerada, pois elas tem a sensação de que não há mais tempo a perder, nem podem esperar por mais nada, nem por elas mesmas. Estamos nos afogando em um mundo com cada vez mais informações a serem assimiladas, conhecimento a ser absorvido e processado em nossos cérebros, e tudo num espaço que parece ficar menor do que o Bóson de Higgs, a chamada partícula de Deus, como foi apelidada pelos cientistas. Estamos sobrevivendo das migalhas deixadas pelo relógio do nosso tempo. Todos os nossos valores, todos os nossos amores, nossos sofrimentos, nossas descobertas, nossas vontades, tudo sendo reduzido a momentos curtos, quase ínfimos, que se perdem nas lembranças do dia anterior.
Artistas sendo descobertos ontem e lançando biografias amanhã. Um oceano de músicas, livros, filmes formando um turbilhão efêmero de fama momentânea para em seguida se tranformar no mar do esquecimento, com milhares de versos, páginas, palavras e cenas boiando esquecidas por 7 bilhões de seres que parecem não fazer a menor ideia do que estão fazendo neste mundo. Eu acordo todos os dias e apenas vejo a banalização da idiotice, a disseminação da estupidez e a valorização da escrotidão humana. Concordo que em nosso mundo não existem santos, mas a humanidade está valorizando os demônios. Sim, o mundo reduz nosso tempo, e as pessoas individualizam suas ações, escandalizam suas palavras e se tornam profanos escravos de seus demônios interiores. Está na moda ridicularizar os outros, tornou-se normal matar as pessoas pelos motivos mais banais, tornou-se lei seguir seus instintos mais desumanos e agir de acordo com os valores mais deturpados possíveis. Esse é nosso mundo escatológico, este mundo que te desafia a se manter vivo e pensar cada vez mais rápido a cada dia que sangra silencioso nessa sua rotina entorpecente.

Diário de um Astronauta

Todos os dias eu acordo de paraquedas
com um gosto dormente de nostalgia na boca
o dia se rasga numa manhã sedosa
enquanto eu tiro meu capacete
e respiro toda a putaria rotineira
impregnada no ar venenoso deste mundo

Caminho descalço até janelas abertas
enxergo o sol sangrando dourado e suave
sinto o leve odor agridoce da rotina que exala
como um gás entorpecente um odor indecente
preparando as pessoas para "batalhas diárias"

Monitoro silencioso esse mundo antropofágico
de compartilhamentos e de curtições
onde as bruxas estão à solta caçando a si mesmas
Passeatas explodem como jardins pelas praças
Estradas cheirando a sangue e gasolina
A morte banalizada, doce como açúcar
Os choros de lágrimas batizadas com morfina
tudo fluindo intenso em veias de adrenalina

Observo os satélites riscando o infinito escuro
bombardeando com sequências dementes de imagens
os marginalizados e os estúpidos
sorrindo e gritando nas arquibancadas dos estádios

Sinto um abalo na força
interceptaram meu sinal poético
Fim da transmissão...

por Ulisses Góes,
em janeiro 2012


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Diariamente, o mundo é desafiador. Até mesmo quando o dia parece entediante. Pois sua mente trata sempre de lembrar a você dos desafios a serem superados, não importando se vocês os escolheu ou eles o escolheram. Enquanto o mundo gira freneticamente entre conflitos no Egito, protestos esdrúxulos na USP e policiamentos tecnológicos na rede por parte de hipócritas, eu sigo meu caminho pela faixa opcional, sem atrapalhar muito o trânsito caótico, principalmente porque atualmente eu prefiro muito mais ser um Observador [lembrando um pouco os personagens misteriosos da série Fringe]. E que ninguém me julgue, estou no meu direito de assumir essa postura. Quem sabe, futuramente, eu mude minha filosofia de vida e me torne uma pessoa mais participativa na sociedade. Porém, no momento prefiro observar, analisar, anotar e digerir toda forma de conhecimento que absorvo.
É um caminho escolhido de forma consciente e que se encaixa perfeita em minha carreira de escritor, pois na medida em que estou promovendo um desenvolvimento lento e gradual de minha jornada literária, é justo que eu pense muito mais em tornar meu trabalho mais visto do que a minha própria pessoa em si enquanto autor. Porque meu objetivo é justamente fazer meu trabalho ganhar mais notoriedade junto ao público que decidir se envolver com a leitura dos livros que eu escrever. Não quero e nem pretende estar à frente de meu trabalho, mas decido por ser a pessoa por trás da obra criticada, analisada, elogiada ou massacrada. Leiam minha história, decifrem minhas mensagens, analisem meus personagens, contextualizem o seu universo com o universo da obra. É justamente isso que eu busco, promover aquilo que faço, que escrevo, que crio através da escrita, e não promover a minha pessoa. Lógico, eu sou o autor e preciso mostrar quem sou. Mas antes do autor, vem a obra criada e divulgada para o mundo.
Esse meu blog é um exercício fabuloso de construção de meus pensamentos e minhas ideologias enxutas. Eu acredito no que eu faço, apesar de que, em alguns momentos, a frustração e o desânimo pesam mil toneladas e minhas palavras parecem estar esmagadas sob mil pés sem almas. Mas nesse momento eu recobro minha consciência e me dou conta de que isso tudo faz parte do desafio escolhido. pois você nunca vai poder discordar de que a cada dia o mundo é desafiador, nunca entediante.

A nível de informação: o vídeo postado no início deste meu texto é o Booktrailer de meu livro "Efeito Cacaos", que lancei recentemente pela internet. Uma versão completa em PDF do livro está disponível para download e pode ser baixado no site do livro.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Escrever Efeito Cacaos foi uma experiência única. Foi o meu primeiro livro de ficção, e acreditem, escrevi ele de maneira artesanal, usando caneta e muito, muito papel. Na época em que escrevi ele, internet era uma novidade ainda não disseminada em nossa cultura e computadores eram produtos de luxo para poucos. Então lá estava eu, um jovem escritor à moda antiga, debruçado sobre folhas de papel e escrevendo os capítulos de meu livro numa velocidade atordoante.
A base da história que eu queria desenvolver já estava pronta em minha mente. Um mundo conturbado e caótico, vivendo uma nova Grande Guerra, e um meteoro cruzando o espaço, silencioso, vindo na direção de nosso planeta fragilizado. Esses seriam os grandes eventos que seriam citados na história, pincelando um quadro apocalíptico, um cenário onde catástrofes estavam a ponto de serem detonadas, desencadeando uma série de eventos posteriores que influenciariam de forma indireta a vida de todos os personagens do livro. Poderia ser isso o tal "Efeito Cacaos"? Um grande evento catastrófico que direta ou indiretamente afetaria a vida de milhares de pessoas sobreviventes?
O livro relata a história dos personagens (que curiosamente não tem nomes durante toda a narrativa) de forma sempre a deixar dúvidas sobre o que realmente aconteceu e que gerou todo o desastre de grandes proporções. Assim como os personagens, também o leitor ficará, durante todo o trajeto de sua leitura, tentando decifrar as situações e buscando entender o que realmente ocorreu.
Momentos dramáticos de dor, solidão e sofrimento, situações tensas que mostrarão a capacidade e a coragem de cada um em desafiar o mundo para permanecer vivo e continuar seguindo em frente. Eventos de proporções globais afetando indiretamente vidas que pessoas que sequer imaginavam se conhecer um dia e que agora se cruzavam numa jornada de dilemas e desafios pessoais. Uma história que parece mostrar a todos que, às vezes, é necessário você se perder para se encontrar e compreender seu verdadeiro lugar neste mundo.
Espero realmente que aqueles que se aventurarem pelas páginas de meu livro apreciem esta história única, esse fim do mundo escrito de uma maneira singular.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O filme estrelado recentemente por Will Smith é emblemático. Silencioso, impactante, Eu Sou a Lenda trabalha de forma impactante a questão temerosa da Humanidade com relação a sua frágil condição sobre a face da Terra. Uma possível extinção da raça humana através de uma catástrofe de proporções gigantescas sempre rondou o nosso imaginário, e quando um filme toca nesse assunto, sempre ficamos a nos questionar e a pensar sobre isso. Temas como esses me atraem literariamente falando, e me vejo constantemente visualizando pensamentos, ideias, conjecturas, me proponho histórias e relatos fictícios. Meu livro Efeito Cacaos, ainda não publicado, é a prova definitiva do quanto esse tema sempre atual me hipnotiza e me induz a escrever sobre esse tema desafiador.
Em meu livro, um jovem retorna para sua terra natal após alguns anos vivendo nas metrópoles do sul do país. Na realidade proposta pelo meu livro, o mundo está mergulhado em uma guerra mundial que perturba a todos, também apreensivos pela possível queda de um meteoro em nosso planeta. No meio de sua viagem de retorno, o jovem acaba sofrendo um acidente no ônibus no qual viajava. E após o acidente, ele acorda ferido, sozinho e sua última lembrança foi ter visto um clarão forte na linha do horizonte. E é justamente nesse ponto que meu livro e o filme estrelado por Will Smith se aproximam muito. Catástrofe mundial, possível extinção da raça humana, e alguém sozinho vagando em lugar deserto, buscando encontrar sinal de vida.
Esse tipo de história é fascinante, e ao mesmo tempo aterrorizante, pois sempre dá margem a diversas interpretações das situações que, a principio, não mostram explicações plausíveis e acabam criando uma aura de mistério e suspense, deixando no ar diversos questionamentos sobre o que realmente aconteceu e mais interrogações sobre o que futuramente poderá acontecer. E atualmente, nossa realidade está nos trazendo esses mesmos questionamentos, sempre que pensamos nos problemas que a Humanidade têm enfrentado, seja em nível ambiental ou terrorista. É como se fosse o prenúncio do fim, onde vivemos dias angustiantes, e assim permanecemos, justamente pela impossibilidade de sabermos com precisão quando seremos novamente engolidos pelas ondas de um tsunami.

A nível de informação: escrevi e publiquei o texto acima aqui em meu blog em janeiro de 2008. Resolvi resgatar ele novamente dado ao fato de ter lançado recentemente meu livro na internet, e por haver conexões de contexto interessantes entre as histórias que podem servir como fonte de informação importante para os leitores que se aventurarem a ler Efeito Cacaos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

De tempos em tempos, o mundo, tal qual o conhecemos, é sacudido por revoluções simbolizadas pela imagem icônica de uma maçã. Houve uma primeira, de cunho religioso e protagonizada pela Igreja, que tentou dar ao homem um sentido divino para sua vida. Então veio uma segunda revolução, envolvendo Newton e a queda de uma maçã, que mostrou ao homem o caminho da ciência, para entender o universo ao seu redor. Enfim, uma nova onda revolucionária tomou a todos de forma surpreendente através de uma mente brilhante movida por ideias visionárias. Steve Jobs e sua maçã nos mostrou o caminho da tecnologia, moldando uma sociedade nova onde todos podem interagir e transformar o mundo através da informatização e da conectividade. Pensamentos que mudaram o nosso mundo.
O mundo nasce pelo pensamento de cada um. O mundo é feito de ações, mas para que as ações possam se realizar, antes elas nascem no plano das ideias, dos pensamentos. O meu mundo, o seu mundo, o nosso mundo é feito de ideias, sonhos e pensamentos com potencial de se tornarem futuramente ações bem sucedidas. Para mudar o mundo, você precisa de ideias, de sonhos, de pensamentos, e então transformar tudo isso em ações desafiadoras, atitudes decididas, objetivos corajosos. Somos definidos por tudo aquilo que permeia nossos pensamentos, e o mundo ao nosso redor será definido pelo conjunto de nossos pensamentos transformados em ações, manifestações, realizações.
O grande prazer da vida é você saber plenamente qual o seu objetivo traçado por você em conjunto com o caminho que o destino lhe reservou para que seja trilhado. Nunca seja evasivo, nunca seja incoerente. Concentre-se naquilo que você acredita que possa ser o seu diferencial para transformar o mundo ao seu redor. Precisamos de pessoas dispostas a entender a Humanidade, e decididas a desenvolver de forma positiva este universo que habitamos.
Estou disposto a mudar o mundo, à minha maneira, com minhas ideias, meus pensamentos, buscando sempre alcançar meus objetivos estabelecidos. Espero realmente que minhas palavras, meus textos, minhas histórias possam atingir esse êxito pleno. Mudar este nosso universo não é fácil, mas é uma ideia sustentável. Você pode fazer do seu modo e se sentir realizado ou pode ficar reclamando continuamente e se sentir insatisfeito com a vida e com o mundo. Tudo vai depender somente de sua forma de pensar. Pois um mundo se faz primeiro com ideias. Ou com maçãs.

para Steve Jobs [1955-2011]

domingo, 21 de agosto de 2011

É bom perceber que em alguns pontos de sua trajetória existencial a vida promove diversos momentos inusitados e surpreendentes que apenas mostram o quanto você pode estar cheio de uma felicidade simples e plena em si mesma. Reencontrar pessoas importantes, amigos indispensáveis e que nunca são esquecidos, redescobrir o valor e a intensidade mágica de se ler bons livros, ouvir boa música e canções envolventes, tudo isso e algo mais projetado de forma embriagadora no espaço sideral de seu próprio universo. O universo que você delimita para sua vida, o universo moldado à sua imagem e semelhança, baseado em suas descobertas pessoais, em suas vivências excepcionais. Apesar de ter objetivos que aos seus olhos estão sempre mais à frente, aguardando sua chegada para serem soldados definitivamente na estrutura de sua realidade, é preciso estar atento para o caminho que trilhamos diariamente, esse caminho virtuoso que nos levará afinal ao nosso maior objetivo, que é a realização de nossos sonhos e desejos mais plenos de sabedoria e conhecimento. Não é a linha de chegada que importa, mas sim, os passos constantes e determinados de nossa corrida que nos conduzem até ela.
Eu sei o que me move, o que me comove, o que me dilacera, o que me seduz, o que me conduz, o que me motiva, o que me ativa. Sei tudo isso a meu respeito, e ainda assim é difícil saber processar tudo isso dentro de mim de maneira que eu consiga administrar tudo com eficiência. É quando você descobre o inusitado, o mágico, o desconhecido, e vai se surpreendendo com momentos, situações, palavras, pessoas. A vida se torna mais saborosa nesses momentos, onde o universo não está conspirando a seu favor ou contra você, mas tão somente mostrando caminhos onde você pode simplesmente conspirar junto com ele, transformando tudo ao seu redor, tocando as pessoas da forma mais incrível e poderosa possível. É plenitude e simplicidade absorvidos em goles de vinho, em páginas de livros, em risadas despreocupadas, em noites chuvosas e aconchegantes, em amizades eternas.
Ultimamente tenho lido os livros de Rick Riordan, da série Percy Jackson e os Olimpianos (estou no momento lendo o volume 3, "A Maldição do Titã"), e percebi que algumas coisas que tenho escrito e criado tem a ver com esse tipo de universo criativo e mitológico, assim como as Crônicas de Nevareth. Eu sou persistente e determinado e quero deixar o melhor de mim para o mundo, tudo aquilo que em mim seja criativo, imaginativo e incrível, e tenho certeza que escrevendo será a melhor maneira de realizar esse meu objetivo. Além de voltar a ler com mais frequência, tenho feito minhas costumeiras pesquisas musicais, sempre garimpando atrás de bandas boas para conhecer e escutar, e encontrei essa banda americana do Novo México chamada Beirut, cuja sonoridade tem fortes influências na música folk do Leste Europeu e até mesmo na música francesa, uma mistura meio lírica, meio circense, meio orquestral.
Livros, músicas, amizades. São todas essas particularidades de conhecimento a minha verdadeira força motriz, o meu combustível que movimenta meu mundo, move minha mente, comove meu espírito, dilacera meus sentidos, seduz a minha alma, conduz minhas idéias, motiva meus sonhos, ativa minha vida.


domingo, 19 de junho de 2011

O tempo continua sendo implacável e urgente para muitas pessoas que conheço e outras tantas com as quais convivo. Mas esse mesmo tempo cruel não produz efeito em mim. Permaneço sempre inerte e relaxado, como se não pertencesse a esse mundo desenfreado e desnorteado, sem rumo e sem nexo aparente. O mais estranho disso tudo é essa sensação maluca de estar perdendo tempo fazendo coisas que não produzem nada de significativo para mim e para o mundo ao meu redor. Escrevo poemas e lanço-os ao vento frio de junho, e parece que os perco de vista, sem saber se chegaram a algum destino interessante. Planto textos e a impressão absurda que fica é a de que nada foi colhido e saboreado. Encontro ocasionalmente em pontos de ônibus pessoas versadas em letras, disfarçando um ar arrogante e cheio de vaidade, falando de seus próprios feitos, e infantilizando e diminuindo os versos de outros poetas. É como se ele tivesse gabarito suficiente para julgar se os textos e poemas de outras pessoas valessem a pena ser lidos pelo mundo. "Seus versos são infantis, crus, não tem métrica, rima, chegam a ser ridículos", escutei certa vez no ônibus voltando do trampo. Aquilo poderia ter me partido em dois, me estraçalhado completamente por dentro, se eu não tivesse a imunidade suficiente para repelir esse tipo de "comentário técnico". Alguns poderiam chamar de crítica construtiva. Para mim, isso soa mais como uma tentativa ardilosa e sutil de destruir os alicerces morais da pessoa, fazendo-a desistir de seguir adiante naquilo que ela fielmente acredita. Eu acredito em minhas palavras, no poder poético de meus versos, na carga profunda de meus textos escritos. Se você não acredita naquilo que você produz e cria, então isso significa que você está fazendo algo de errado com sua própria vida. Nunca duvido de minhas capacidades.
Escuto "Collapse Into Now", do R.E.M., e me embriago com "Uberlin" e "It Happened Today". Durante todo esse mês, sempre nas idas e vindas do trampo em Ilhéus, tenho me deixado envolver pela leitura de "A Menina que Roubava Livros". Quero resgatar novamente minhas histórias e terminar o que comecei a escrever com "As Crônicas de Nevareth". Vou seguindo sempre em frente, sem dar ouvidos para pseudo-críticas literárias. Deixo-me ser levado pelo som que vem de dentro de mim. O som de minhas palavras. Minhas próprias palavras.


 
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